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cálculo de folha de pagamento

Como fazer cálculo de folha de pagamento corretamente? Descubra!

Também conhecida como contracheque ou holerite, a folha de pagamento é usada para contabilizar todos os valores devidos aos colaboradores e prestadores de serviços da empresa. Trata-se de um documento obrigatório por lei e que deve ser atualizado mensalmente.

Para que a sua frota tenha uma boa administração e faça uma gestão financeira e de recursos humanos adequada, é essencial entender como funciona o cálculo de folha de pagamento. E o primeiro passo é saber como organizá-la e os vencimentos que devem ser analisados no documento.

Neste post, separamos algumas dicas para que você entenda como fazer o cálculo de folha de pagamento. Continue a leitura para conferir!

Identifique os vencimentos

O vencimento nada mais é do que o valor recebido por um colaborador na empresa, que envolve tanto o recebido pelo exercício do trabalho quanto as vantagens adicionais e gratificações. Os principais vencimentos são:

Salário bruto

Conhecido também como salário-base, é o valor integral pago pela empresa aos colaboradores antes dos descontos.

Salário líquido

É o valor que sobra do salário bruto, ou seja, o valor real a ser recebido pelo colaborador após os descontos e as contribuições. O salário líquido pode ser mensal ou horário e, quando acrescido de adicionais e horas extras, é chamado de remuneração.

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Hora extra

Quando um colaborador trabalha mais do que o estipulado em sua jornada normal, as horas a mais trabalhadas são conhecidas como horas extras, devendo ser pagas com acréscimo. O valor adicional é de 50 a 90% de segunda a sábado e 100% em domingos e feriados.

Adicionais

Diversos tipos de adicionais incidem sobre o cálculo de folha de pagamento. Entre eles, os de destaque são:

  • Insalubridade: ocorre em trabalhos nos quais os colaboradores estão expostos a agentes nocivos à saúde, podendo ser de grau máximo (40% de adicional), médio (20%) e mínimo (10%) e tendo como base de cálculo o salário da categoria, e não o salário mínimo;
  • De periculosidade: concedido para profissionais que atuam em operações perigosas (como manuseio de agentes explosivos) e tem adicional de 30% sobre o salário efetivo;
  • Noturno: é pago a quem trabalha no período da noite, entre 22h de um dia até 5h do dia seguinte. A hora de trabalho é computada como de 52 minutos e 30 segundos, o que significa que sete horas trabalhadas em período noturno equivalem a oito horas diurnas.
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Verifique a folha de ponto

Outra etapa muito importante que integra o cálculo de folha de pagamento é o registro de ponto, uma formalização da data e da hora em que o colaborador chega à empresa, encerra as atividades, almoça e faz horas extras.

Esse registro pode ser feito por meio de um livro-ponto, com cartão em impressora matricial, ou pelo registro por biometria. Sem esses dados, o setor de Recursos Humanos não consegue fazer o cálculo correto do salário e dos benefícios. É importante destacar que toda empresa com mais de dez colaboradores é obrigada a registrar a jornada de cada um pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Dê atenção às contribuições

Existem contribuições obrigatórias e não obrigatórias que variam de empresa para empresa. A seguir, entenda mais sobre elas e como calculá-las:

INSS

A alíquota do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é um desconto da folha de pagamento destinado ao pagamento da aposentadoria, da pensão por morte, do auxílio-doença, do auxílio-acidente e do auxílio-maternidade.

As faixas de contribuição do INSS são fixas e foram atualizadas em março de 2020. São elas:

  • Salário de até R$ 1.045,00: alíquota de 7,5%;
  • Salário de R$ 1.045,01 até R$ 2.089,60: alíquota de 9%;
  • Salário de R$ 2.089,61 até R$ 3.134,40: alíquota de 12%;
  • Salário de R$ 3.134,41 até R$ 6.101,06: alíquota de 14%.

FGTS

Criado pelo governo, o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é um programa que dá ao trabalhador uma garantia do tempo de serviço prestado na empresa, cujo cálculo é de 8% sobre o valor total dos vencimentos. Ao contrário do INSS, o valor do FGTS não é descontado do pagamento do colaborador, mas depositado diretamente em sua conta. Embora não haja desconto na folha, essa informação deve estar disponível nela.

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IRRF

O IRRF é o Imposto de Renda Retido na Fonte. Sua base de cálculo é o salário bruto menos as deduções dos descontos para o INSS e dos dependentes (R$ 189,59 para cada um). Saiba a parcela do IRPF de acordo com cada salário:

  • Até R$ 1.903,98: não há dedução de IR;
  • De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65: alíquota de 7,5% e dedução de R$ 142,80;
  • De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: alíquota de 15% e dedução de R$ 354,80;
  • De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: alíquota de 22,5% e dedução de R$ 636,13;
  • Acima de R$ 4.664,68: alíquota de 27,5% e dedução de R$ 869,36.

O INSS, o FGTS e o IRRF são contribuições obrigatórias, mas também há outras não obrigatórias. É o caso de vale-transporte, vale-refeição, plano de saúde, entre outros benefícios.

Administre as variáveis

A remuneração variável nada mais é do que um valor complementar à remuneração fixa. É o caso de horas extras, prêmios e adicionais, por exemplo. Portanto, essas variáveis devem ser administradas com atenção, pois também devem constar na folha de pagamento.

A seguir, veja algumas dicas para calcular corretamente as médias de três remunerações variáveis: afastamento, 13º salário e férias.

Afastamento

Podem ocorrer em três casos:

  • Acidente: os primeiros 15 dias de afastamento são considerados trabalhados e devem ser pagos normalmente, tendo como base de cálculo a regra normal dos pagamentos. No período em que o colaborador estiver afastado, apenas o FGTS será devido;
  • Serviço militar: há uma interrupção no contrato de trabalho e a empresa é obrigada a pagar apenas o FGTS;
  • Licença maternidade: a profissional tem direito a receber seu salário integral durante todo o período de licença, acrescido das vantagens e dos direitos no exercício das funções.
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13º salário

Essa bonificação salarial deve ser paga a todo trabalhador registrado e pode ser feita em até duas parcelas. Quem trabalhou durante os 12 meses do ano recebe um valor correspondente a 100% do salário mensal, enquanto colaboradores admitidos ao longo do ano recebem um valor proporcional aos meses trabalhados.

Férias

Quando um colaborador tira férias, ele recebe um valor composto pelo último salário somado aos adicionais recebidos, acrescido da média das parcelas variáveis do período aquisitivo. O valor é sempre proporcional ao número de dias de férias e, do total pago, é acrescido um valor adicional de 1/3 das férias.

São muitos os elementos associados à folha de pagamento e, por isso, fazer o cálculo pode ser um desafio, principalmente para quem cuida da gestão das frotas. Nesse momento, investir na terceirização da frota para realizar o serviço pode ser a solução – assim, você não precisará se preocupar com a grande burocracia e com os esforços necessários para resolver tudo relacionado à gestão da sua frota de veículos.

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